Como escolher um cooler de processador

Como acertar um cooler ao calor que o CPU produz, o que ar e líquido sacrificam, e as verificações de encaixe que decidem se ele entra.

Atualizado

Nesta página
  1. Acerte o cooler ao calor que o CPU produz
  2. Ar ou líquido
  3. Vai caber
  4. Ruído
  5. Como os coolers são acompanhados aqui

O único trabalho de um cooler é levar o calor para longe do processador tão rápido quanto o processador o produz. A escolha começa, portanto, por quanto calor é isso, passa por saber se um dado cooler cabe no seu gabinete, e termina em quanto ruído você está disposto a trocar pela margem. Pegue-os nessa ordem.

Acerte o cooler ao calor que o CPU produz

Um processador transforma em calor a maior parte da potência que puxa, e sua potência nominal é o número a mirar — com a observação de que um chip moderno pode subir bem acima do seu valor de destaque em rajadas curtas quando entra em boost. O cooler tem de dissipar isso, e dissipá-lo com folga é melhor que apenas atingir a conta: um cooler avaliado para mais calor do que o chip produz trabalha mais longe do seu limite, o que significa temperaturas mais baixas e, como as próximas seções cobrem, menos ruído para chegar lá.

Subdimensione-o e nada quebra. O chip se protege fazendo throttling — baixando sua frequência até o calor que produz cair ao que o cooler consegue retirar — então o custo de refrigeração de menos é desempenho que você pagou e não pode usar, não uma peça danificada. É por isso que o valor a procurar é o calor que o chip produz a pleno regime, não em repouso, e por que a margem acima dele vale a pena em vez de ser desperdício.

Ar ou líquido

Os dois tipos movem o calor por rotas diferentes. Um cooler a ar leva tubos de calor de uma placa sobre o chip até uma pilha de aletas metálicas, e uma ventoinha sopra através das aletas para carregar o calor para o ar do gabinete. Um cooler líquido — um AIO, tudo-em-um — bombeia líquido através dessa placa até um radiador montado na borda do gabinete, onde suas ventoinhas empurram o calor direto para fora. A diferença que importa é onde o calor termina: um AIO o realoca para a parede do gabinete, o que ajuda um chip muito quente ou uma montagem em que o espaço ao redor do soquete é apertado, enquanto uma grande torre a ar o despeja no gabinete para as ventoinhas do gabinete dissiparem.

Nenhum é melhor por princípio, e um grande cooler a ar e um AIO de tamanho médio dissipam quantidades de calor parecidas. O ar é a máquina mais simples — sem bomba que falhe, nada que vaze, e ele segue funcionando sem ruído por anos. O líquido lhe compra a realocação do calor e um perfil baixo sobre o soquete, ao custo de uma bomba que é mais uma peça móvel. Escolha pelo calor do chip e pelo formato do gabinete, não pela ideia de que um seria a opção premium.

Vai caber

Três questões de encaixe decidem se um cooler entra, e vale resolvê-las antes do preço. A primeira é o soquete: um cooler vem com suportes para soquetes de CPU específicos e só se monta neles, então confronte a lista de soquetes do cooler com o que o seu CPU usa antes de qualquer coisa. A segunda é a altura, e ela vale para o ar: uma torre alta tem uma altura medida, e o gabinete tem um espaço máximo para ela, e um cooler mais alto do que o gabinete permite não deixa o painel lateral fechar. A terceira vale para o líquido: o radiador de um AIO vem em tamanhos definidos, e o gabinete tem pontos de montagem específicos que aceitam alguns e não outros.

Mais uma folga pega as pessoas de surpresa nos coolers a ar: uma torre larga pode passar por cima dos slots de memória e travar um dissipador alto num kit de RAM. Onde os dois se encontrariam, a solução é um kit de perfil mais baixo ou um cooler que libere os slots.

Ruído

O ruído vem das ventoinhas, e num cooler líquido também da bomba. A alavanca que você tem sobre ele é a mesma margem da primeira seção: um cooler com mais capacidade do que o chip precisa consegue mover o calor exigido com suas ventoinhas girando devagar, e uma ventoinha lenta é uma ventoinha silenciosa. Rode um cooler perto do seu limite e as ventoinhas aceleram para acompanhar, e é aí que está o ruído. Então a margem que você deixa para a temperatura compra silêncio ao mesmo tempo — o cooler dimensionado confortavelmente acima do chip é o que você não ouve.

Como os coolers são acompanhados aqui

Um cooler é um único modelo, não uma família de tamanhos, então sua página traz uma única ficha técnica e, onde é vendido sozinho, um único preço acompanhado ao longo do tempo em vez de um preço de tabela. Os números — soquetes suportados, dimensões, calor nominal, ruído — vêm da ficha técnica do fabricante, nunca de um teste feito aqui, então descrevem o que um cooler é feito para fazer e não seu desempenho no gabinete de alguém, o que ainda exige uma análise para decidir.

Cada cooler de processador do nosso catálogo está em sua própria página, com essas especificações lidas da ficha técnica e um preço acompanhado ao longo do tempo onde o cooler é vendido separadamente.

Perguntas frequentes

Preciso de um cooler líquido, ou o ar basta?
Uma grande torre a ar dissipa tanto calor quanto um cooler líquido de tamanho médio e não tem bomba que possa falhar, então para a maioria dos chips ela basta. O líquido se justifica nos processadores mais quentes, em gabinetes apertados demais para uma torre alta, ou quando você quer levar o calor até um radiador na borda do gabinete.
O que acontece se um cooler for pequeno demais para o CPU?
O chip não quebra — ele se protege desacelerando. Quando não consegue dissipar calor rápido o bastante, ele faz throttling, baixando a frequência até a temperatura se manter, então um cooler subdimensionado aparece como desempenho perdido sob carga e não como dano.